sexta-feira, fevereiro 10, 2006

...no Parque

1º passeio à descoberta do parque
- ao fim de tantas visitas a este parque com a finalidade única de o disfrutar, esta última foi feita com a intenção de situá-lo no tempo e na história. Mas um só passeio não chega para tomar nota de tantos motivos de interesse.

O Parque D. Carlos I, juntamente com a Mata Rainha D. Leonor, constituem os espaços verdes mais importantes da cidade de Caldas da Rainha.
Criado por Rodrigo Berquó em 1889, foi remodelado em 1948 segundo projecto de Francisco Caldeira Cabral, mantendo-se no essencial até hoje.
Passeando pelo Parque, o elemento central é o lago artificial, mas podemos encontrar ainda um coreto, campos de ténis, uma casa de chá, o Museu José Malhoa, esplanadas e um parque infantil.
Por entre a vegetação encontramos diversas obras escultóricas relacionadas com personalidades locais relevantes.
Teixeira Lopes

Rafael Bordalo Pinheiro

Afonso Lopes Vieira

Com exemplares com mais de 50 anos, existem neste Parque, árvores e arbustos pouco comuns e com portes notáveis.

Coqueiro de jardim - Cocos plumosa

Tronco de Melaleuca

Pavilhões do Parque

Estes Pavilhões, de inspiração nórdica, localizam-se também no Parque D. Carlos I.
A iniciativa da sua construção deve-se a Rodrigo Berquó e destinar-se-ia a albergar enfermarias e um hotel de apoio às termas.
No entanto o projecto nunca viria a ser concluído e nunca foi usado para o fim a que se destinava.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

...de João Gil

Deixa-te ficar na minha casa
Tenho livros e papeis espalhados pelo chão.
A poeira duma vida deve ter algum sentido:
Uma pista, um sinal de qualquer recordação,
Uma frase onde te encontre e me deixe comovido.
Guardo na palma da mão o calor dos objectos
Com as datas e locais, por que brincas, por que ris
E depois o arrepio, a memória dos afectos
Que me deixa mais feliz.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...
Está na mesma esse jardim com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta que escapava do presente,
Qualquer coisa que ficou que é da nossa eternidade.
Afinal, eternamente.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.
Deixa-te ficar na minha casa.
Há janelas que tu não abriste.O luar espera por ti
Quando for a maré vasa.
E ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste...

João Gil

segunda-feira, janeiro 30, 2006

...de branco

Neve na nossa rua
Vista sobre a cidade
O boneco da nossa rua


Como não podia deixar de ser, ... aqui ficam as fotos da neve nas Caldas.
( ou melhor na minha rua)
Só demos pela sua chegada por volta do meio dia e durante cerca de 3 horas... foi um bom nevão.
Os 0ºC no exterior, só me convidavam a tirar fotos com o pé dentro de casa. Aberta excepção para fotografar o boneco de neve que os miudos fizeram e chegou para enregelar os dedos ao ponto de nao saber se a máquina estava a disparar ou nao.
Mas foi lindo e deu para matar saudades.
Este nevão foi muito semelhante ao que ocorreu há 24 ou 25 anos, em que foi a primeira vez que vi nevar na Atalaia, e aí foi só brincadeira... até nao aguentar mais de dores nas mãos.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

...no jardim



Arte, Sabedoria e muita Paciência... mas há jardins assim
Retirado daqui

terça-feira, janeiro 17, 2006

...simples

Uma pausa,
daquelas em que a mente nao conduz o traço.
Andou por aí... e quando voltou
Foi o que encontrou

quarta-feira, janeiro 11, 2006

... de Nadir Afonso

"Abidjan"
"Belize"
"Buenos Aires"

terça-feira, janeiro 10, 2006

segunda-feira, janeiro 09, 2006

... de Camões

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.

Luis de Camões - " Ao desconcerto do Mundo"

quinta-feira, janeiro 05, 2006

...de Gedeão


As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.

poema das árvores - antónio gedeão -
Obra Poética, Lisboa, edições JSC, 2001

quarta-feira, janeiro 04, 2006

... num pequeno lugar do mundo


Um pequeno lugar onde se pode ouvir a música
o vento o mar as conjunções astrais
um pequeno lugar do mundo
onde à noite se sabe
que tudo é como as luzes que cintilam
um breve instante
e nada mais.
Manuel Alegre - Foz do Arelho

quarta-feira, dezembro 28, 2005

... entre o céu e o mar

"leva-me para além da noite,
lá onde o céu encontra o mar.
onde o silêncio beija o tempo,
até parar...
é lá que eu quero estar."
retirado do álbum: Rita Guerra, 'para além da noite' de paulo martins

terça-feira, dezembro 27, 2005

... de Pink Floyd

Pink Floyd votados como melhor banda de sempre

O grupo britânico Pink Floyd foi votado como a melhor banda de rock de todos os tempos numa votação divulgada este domingo pela rádio na Internet Planeta Rock.
( 16:01 / 25 de Dezembro 05 )

Reunidos pela última vez este ano durante o concerto Live 8 contra a pobreza em África, os Pink Floyd atingiram o auge na década de 70 com temas como «Dark side of the moon» ou «I wish you were here» e venderam 200 milhões de discos em todo o mundo. (três são meus)

segunda-feira, dezembro 26, 2005

...no horizonte

"Não receies avançar devagar, receia apenas ficar parado."
Provérbio chinês

quinta-feira, dezembro 22, 2005

...natalício


É Natal - a natureza tambem celebra esta data com uma decoração 'natural'

terça-feira, dezembro 20, 2005

segunda-feira, dezembro 19, 2005

... por toda a minha vida


EU SEI QUE VOU-TE AMAR

Eu sei que vou te amar
por toda a minha vida eu vou te amar
A cada despedida eu vou te amar
desesperadamente eu sei que eu Vou te amar
e cada verso meu será pra te Dizer
que eu sei que vou te Amar
por toda a minha vida eu Sei que vou chorar
a cada ausência tua eu vou chorar,
mas cada volta Tua há de apagar
o que essa ausência tua me causou
eu Sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
a espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida

(Vinicius de Moraes)

sábado, dezembro 17, 2005

... de ilusão

...de Chico Buarque

TRECHO DE UMA ENTREVISTA A CHICO BUARQUE, ONDE ELE DEFINIU, "SOLIDÃO"...

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isso é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isso é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isso é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isso é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isso é circunstância!

Solidão é muito mais do que isso...

SOLIDÃO... é quando nos perdemos de nós mesmos e, procuramos em vão pela nossa alma!..."

... na Serra

Serra da Estrela
Serra da Estrela - Setembro 2004

sexta-feira, dezembro 16, 2005

... a pedal

Há alguem interessado num negócio da China?
Pois agora vêm aí os riquexós da Maximus. O representante encontra-se no Entroncamento
Apesar de ser chinesa, apoio a implementação desta idéia.
Não é poluente, é saudável e... muito versátil.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

... em Sagres

Foto: "Coisas da Cultura" http://acultura.no.sapo.pt/indexLugares.html

Sinais do tempo... na Fortaleza de Sagres

A Fortaleza de Sagres localiza-se no Promontório de Sagres, a quem os romanos chamavam de promontório sacro... o que deu origem ao seu nome Sagres.
No interior da fortaleza, esta Rosa dos Ventos foi descoberta por acaso em 1921.

Este lugar sagrado foi no entanto 'profanado' ... com o surgimento daqueles 'edificios' junto da Rosa dos Ventos ( no tempo do sr ministro Santana Lopes).

Ao contrário do que aconteceu no dia de Setembro em que visitei este lugar espectacular, em que estava frio e um vento desmedido, disseram-me que normalmente o Inverno aqui nao é ventoso.

Foi aqui que o Infante D. Henrique fundou o primeiro observatório astronómico e a escola náutica das descobertas renascentistas portuguesas...
http://www.ippar.pt/sites_externos/sagres/Siteport/fsagres.htm

terça-feira, dezembro 13, 2005

...paterno





Como a tradição está prestes a deixar de ser o que era, hoje lembrei-me de fazer uma pequena homenagem, nao só a uma pessoa que eu muito adoro, que é o meu pai, como á sua arte, a olaria.
As fotos que aqui aparecem não são tiradas por mim, mas por alguem que se lembrou de registar estes momentos.
Por crescer tão perto da olaria, achava normalissimo o trabalho realizado dentro daquelas paredes e nunca lhe dei talvez o real valor.
Sentia apenas que era uma vida dura e que os pais nao desejavam passar aos filhos.
Talvez por isso eu nao aprendi nada, os meus primos tambem não, todos se desviaram pra longe.
O meu pai contava que quando era miudo havia cerca de 20 olarias na nossa aldeia. Agora só existe a dele, e com os dias contados.
E acho que foi isto que me fez olhar para a sua arte e o seu conhecimento com outros olhos.
Quando ele fechar a porta, acabou.
A luta dele e de três ou quatro gerações anteriores, acaba nesse dia, porque ninguem ficou pra aprender e contar o que eles conquistaram.
Eu só posso contar o quanto sou fã do meu Paizão.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

... na máscara

As pessoas afivelam uma máscara, e ao cabo de
alguns anos acreditam piamente que é
ela o seu verdadeiro rosto. E quando a gente
lha arranca, ficam em carne viva, doridas e
desesperadas,
incapazes de compreender que o gesto violento
foi a melhor prova de respeito
que poderíamos dar.
(Miguel Torga)

... de Picasso

Pablo Ruiz Picasso
Petite colombe de la paix 1955 Paris

Receita de Jovialidade ...

Jogue fora todos os números não essenciais
para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Frequente, de preferência, seus amigos alegres.
Os de "baixo astral" puxam você para baixo.
Continue aprendendo...
Aprenda mais sobre computador, artesanato,
jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem.
Aguente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda
é você mesmo.
Esteja vivo, enquanto você viver!
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta:
família, animais, lembranças, música, plantas,
um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde.
Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorso.
Viaje para o Shopping, para cidade vizinha,
para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama,
em todas as oportunidades.
E lembre-se sempre que:
"A vida não é medida pelo número de vezes que
você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu
o fôlego: de tanto rir...de surpresa...de êxtase...de felicidade..."
Há pessoas que transformam o sol numa simples
mancha amarela, mas há também aquelas ..... que
fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol"

(Pablo Picasso)

quarta-feira, dezembro 07, 2005

...ali tão perto

Em dias de boa visibilidade, como hoje, as Berlengas parecem um prolongamento de Peniche...ali tão perto.
A hora da foto (16h) até nem foi a melhor. Ás 14h sim, tudo era nítido e bem definido!
E apesar de me cruzar com estas paisagens, quase todos os dias, fico sempre deslumbrada com tanta beleza.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

...de Shakespeare

O Tamanho das Pessoas...
Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A Amizade;O Carinho;O Respeito;O Zelo;E até mesmo o Amor
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...... é a sua sensibilidade, sem tamanho.
(Willian Shakespeare)

sexta-feira, novembro 25, 2005

... sob a manta


Cada vez que mentes para evitar um esforço,
a manta sob a qual te escondes torna-se um pouco maior,
até que acabes por te afogares debaixo dela.
(Rafik Schami)

...na margem

Margem direita do Rio Tejo, em Vila Nova da Barquinha
Verão/2005

terça-feira, novembro 22, 2005

..de ar fresco

Foz do Arelho/ hoje á tarde

segunda-feira, novembro 21, 2005

...de energia

Este fim de semana, tive um sábado diferente, muito diferente do habitual
Digamos que um toque , ao de leve, num universo que me atrai mas que desconheço

"Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento
de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender
tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...
Lembraria os erros que foram cometidos
pra que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria pra você, se pudesse,
o respeito áquilo que é indispensável:
além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a acção.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força pra encontrar a saída."

de: "Mahatma Gandhi"

sexta-feira, novembro 18, 2005

...de ouro sobre azul

... É preciso morrer e nascer de novo...

quinta-feira, novembro 17, 2005

...lilás

Alameda de Jacarandás (Jacaranda ovalifolium)
Retirei esta foto da net porque me fez lembrar um largo em Évora onde havia Jacarandás...
Nesta fase da floração, é uma sensação inesquecivel atravessar esta mancha de cor

quarta-feira, novembro 16, 2005

... de Pablo Neruda


“Morre lentamente...

quem não lê,
quem não viaja,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente...
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor
Ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente...
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos
E os corações aos tropeços.

Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz com
O seu trabalho, ou seu amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto para ir
Atrás de um sonho
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...

Viva Hoje!

Arrisque Hoje!

Faça Hoje!

Não se deixe morrer lentamente!

Não se esqueça de ser Feliz!”

Texto de: Pablo Neruda

...de amor



O amor é bom, o amor é lindo!
O amor não precisa palavras, basta um olhar
Uma entrega plena de um coração a outro coração
Um sentimento de unidade, sem longe nem distância.

O amor é confiante, sem dúvidas, livre, incondicional
Um embarque numa aventura louca, sem termo e sem destino
Muita paz, pele, suor e lágrimas.

O amor é o desejo de eternizar momentos
Partilhados, de prazer mutuo.

É verdade
Não sei se sei a dimensão do teu amor
Mas sei que ás vezes sinto que não o mereço,
Que não estou á altura da pureza do teu sentimento

O amor existe
Nos momentos bons e maus, ele está sempre presente
Guarda-me contigo, amor.
3 / 8 / 2004

...de namoro

" Ter ou não Ter "

Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem quer se proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida,
escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas,
do carinho escondido na hora em que passa o filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar,
de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada,
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia
ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado,
tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama,
beira d´agua, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afectivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos,
ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras
escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caquie sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases subtis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar
e de repente começar a fazer sentido."

Artur da Távola

terça-feira, novembro 15, 2005

...de José Júlio

Paisagem
Autor: José Júlio de Andrade Santos (1916 - 1963)
Século: XX Ano: 1958
Tipo: óleo sobre tela
Local: Centro de Arte Moderna (Lisboa)