segunda-feira, novembro 27, 2006

...plo Dia da Floresta Autóctone

23 de Novembro foi o Dia da Floresta Autóctone.
"A QUERCUS assinala o dia com campanhas de sensibilização e florestação e alerta para o facto dos nossos carvalhais, com a excepção dos sobreirais e azinhais, carecerem de protecção legal.
O Dia da Floresta Autóctone foi estabelecido para promover a divulgação da importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas portuguesas para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta - 21 de Março que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa. A plantação de árvores no início da Primavera em Portugal apresenta frequentemente um baixo sucesso, associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do Verão."
Mais um dia que eu não conhecia, mas que gostei de saber da sua existência.
E pelos argumentos apresentados bem merecia uma maior campanha de sensibilização.
Artigo via Naturlink

sexta-feira, novembro 24, 2006

...num novo portal


Um novo portal de Jardins, em português, onde há notícias do que se passa noutros países, do que se faz por cá, um directório com uma base de dados com dezenas de entidades ligadas ao mundo do Jardim e um fórum.
Não esquecer consultar as 'Notícias mais recentes'

...em cheia

Cheias por todo o lado, esta é na Lourinhã...

...filosófico


..."Não possuo filosofia, em que possa mover-me como o peixe na água ou o pássaro no céu. Tudo em mim é um duelo, uma luta travada a cada minuto da vida entre falsas e verdadeiras formas de consolo. Umas não fazem senão aumentar a impotência e tornar-me mais fundo o desespero, outras são fonte de temporária libertação. Falsas e verdadeiras! Deveria antes dizer verdadeira, pois só existe uma consolação verdadeiramente real: a que me diz que sou um homem livre, um indivíduo inviolável, ser soberano no interior dos seus limites.

Mas a liberdade começa na escravidão e a soberania na dependência. O sinal mais vivo da servidão é o medo de viver. O definitivo sinal de liberdade é o facto de o medo deixar espaço ao gozo tranquilo da independência.

Dir-se-á que preciso de ser dependente para conhecer o gozo de ser livre! É certamente verdade. À luz dos meus actos, percebo que toda a minha vida parece não ter tido por objectivo senão construir o seu próprio infortúnio: sempre me escravizou o que devia tornar-me livre."
...

Stig Dagerman - a nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer
versão de paula castro e josé daniel ribeiro, fenda edições, 1989

Logo de manhã, ao despertar, ouvi no rádio uma citação, que seria do António Barreto, no Público em que, se bem me lembro, ele diria que se estava a "matar a Filosofia como cadeira estruturante".

Áquela hora e ouvido assim, não percebi a importância da idéia, mas agora 12 horas depois e depois de me ter surgido á frente o texto que guardei acima, lembrei-me da citação e fez-se luz finalmente.

É verdade que também não me saía muito bem na disciplina de filosofia, mas reconheço que ela faz falta. É importante saber pensar o pensamento, e o pensamento científico é importante mas não chega ...

Já diz Edgar Morin em As grandes questões do nosso tempo:

"Saber ver necessita saber pensar o que se vê. Saber ver implica portanto saber pensar, como saber pensar implica saber ver. Saber pensar não é algo que se obtenha por técnica, receita ou método. Saber pensar não é apenas aplicar a lógica e a verificação aos dados da experiência. Isso supõe também saber organizar os dados da experiência. Precisamos portanto de compreender que regras, que princípios comandam o pensamento que nos permite organizar o real, isto é, seleccionar, privilegiar certos dados e eliminar, subalternizar outros. Precisamos de adivinhar a que pulsões obscuras, a que necessidades do nosso ser, a que idiossincrasia do nosso espírito obedece ou responde o que temos por verdade. Numa palavra, saber pensar significa indissociavelmente saber pensar o seu pensamento. Necessitamos de nos pensar pensando, de nos conhecer conhecendo. Essa é a exigência reflexiva fundamental, que não é tão-só a do filósofo profissional, que não deveria estender-se apenas ao cientista, mas que deve ser a de cada um e de todos."

domingo, novembro 19, 2006

...sem limites

Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
Sophia de Mello Breyner Andreson

quinta-feira, novembro 16, 2006

...no Dia do Mar

"O mar com fim será grego ou romano;
o mar sem fim é português."

Fernando Pessoa, Padrão, versos 11 e 12, in Mensagem

terça-feira, novembro 14, 2006

...em flor

O mundo das Grevilleas é surpreendente pela diversidade que elas apresentam quer seja da dimensão (árvore ou arbusto), da flor ou da folha.
A mais conhecida nas ruas urbanas, a Grevillea robusta, era a única árvore deste género que eu também conhecia. Entretanto nas visitas aos viveiros, conheci a Grevillea juniperina, arbusto muito resistente e de floração abundante. Numa outra visita ao viveiro de onde trouxe esta Grevillea 'Bon Accord', vi que havia ali ainda cerca de uma dezena de variedades.
Para ter uma noção da excentricidade desta espécie fica aqui um site dedicado ás Grevilleas

segunda-feira, novembro 13, 2006

...duplo


"Todas as belezas contêm... alguma coisa de eterno e alguma coisa de transitório - de absoluto e de eterno. A beleza absoluta e eterna (digamos entre parênteses, o ideal clássico) não existe...

O elemento particular de cada beleza vem das paixões e como temos as nossas paixões particulares também temos a nossa beleza".

Charles Baudelaire (Tradução de Jamil Almansur Haddad)

sexta-feira, novembro 10, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

...no dia 5 de Novembro


...xiii, nem dei pelo tempo passar, mas já lá vai um ano

e como brinde à vida, guardo mais estas palavras de Joan Manuel Serrat, (em homenagem a um homem catalão)


‘De vez en cuando la vida nos besa en la boca y a colores se despliega como un atlas,


nos pasea por las calles en volandas,


y nos sentimos en buenas manos;


se hace de nuestra medida, coge nuestro paso y saca un conejo de la vieja chistera y uno es feliz como el niño cuando sale de la escuela.


De vez en cuando la vida toma conmigo café y está tan bonita que da gusto verla.


Se suelta el pelo y me invita a salir con ella a escena.


De vez en cuando la vida se nos brinda en cueros y nos regala un sueño tan escurridizo que hay que andarlo de puntillas por no romper el hechizo.


De vez en cuando la vida afina con el pincel: se nos eriza la piel y faltan palabras para nombrar lo que ofrece a los que saben usarla.


De vez en cuando la vida nos gasta una broma y nos despertamos sin saber qué pasa, chupando un palo sentados sobre una calabaza. ‘

Amalia Rodrigues - Barco Negro

!!!!!!!!(desapareceu????)

ainda dizem que perfeição não existe...este fado cantado por Amália, é para mim um símbolo... e hoje finalmente encontrei-o e por isso guardo-o aqui... para sempre Amália

Badi Assad - Distantes Demais

terça-feira, novembro 07, 2006

...de sol

Hoje o dia esteve assim, cheio de sol... e em dias de sol o ânimo é outro
Até parece que tenho alma de Gazanea, totalmente dependente dos raios de sol, rs
Além disso, depois de dois dias de chuva parece que damos mais valor ao dia de sol que vem a seguir

sexta-feira, novembro 03, 2006

...arriscado

foto: Olhares

Rir é arriscar parecer tolo…
Chorar é arriscar parecer sentimental…
Tentar alcançar alguém, é arriscar envolvimento…
Expor sentimentos, é arriscar rejeição…
Expor seus sonhos perante a multidão,
É arriscar parecer ridículo…
Amar, é arriscar não ser amado de volta…
Seguir adiante face a probabilidades irresistíveis,
É arriscar ao fracasso…

E apenas uma pessoa que corre riscos, é livre…


(Alexander Lowem)

Há certas coisas que só aprendemos com a idade e há outras que só se fazem na juventude...

Eu acho que a idade vai-me trazendo a confiança para arriscar e isso traz uma certa calma... (ou será isso a liberdade)

quinta-feira, novembro 02, 2006

...dos Maios

Este jardim particular, localizado em Maios, C.R., foi executado em 2002.





Passados quase cinco anos, fui visitá-lo e tentar perceber o quanto algumas plantas cresceram tanto, (mais do que eu esperava), outras não se desenvolvem (mas porquê?) e outras que está na altura de levantar e replantar para refazer os canteiros.


Mas os jardins são mesmo assim, como seres vivos que são, estão sempre em evolução e precisam cuidados, sempre alguns cuidados...
Mérito aos muros de pedra que estão como sempre, impecáveis como quando foram feitos.


O mesmo já não se pode dizer da piscina que está a "desfazer-se"

terça-feira, outubro 31, 2006

...acabado



agora só falta um tempito e um livro interessante...


...d' A VIDA QUE VIVEMOS

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar

Fernando Pessoa

(quando penso que tenho andado todos estes anos sem 'conhecer' Pessoa, e a cada dia surgem á minha frente poemas assim, que dizem tudo o que eu penso... - é a vida)

segunda-feira, outubro 30, 2006

...da Madre Teresa


Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é mais importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.

Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos,
Trota
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!.


Madre Teresa de Calcutá


(Recebi este e-mail da minha amiga Teresa e guardei-o aqui, pois são palavras sábias e motivadoras - bem necessárias numa segunda-feira como hoje)

domingo, outubro 29, 2006

...a andar




O passeio planeado acabou por ser feito no sábado á tarde, porque domingo é dia de caça e algumas das zonas onde iamos passar poderiam ser perigosas.
Logo á partida considerei alterar o percurso previsto, porque havia mais uma participante de última hora-a Mariana, e 10km eram demais para ela.
De mochila ás costas, com um lanche bem haviado, lá fomos... eu, o João e a Mariana.

Há muito tempo que tenho curiosidade de explorar toda esta área que envolve a linha correspondente á falha e com alguma pena minha ainda nao foi desta vez que fiquei satisfeita. Procurei ir só pelos melhores caminhos para que eles nao se aborrecessem muito e por isso nao deu para ir 'explorar' como eu gosto.
Mas o que me interessa mais agora é fazer com que os miúdos comecem a gostar de fazer estes passeios, de contactar com a natureza e todos juntos vamos conhecendo melhor a região.
A somar a todos estes pequenos contratempos, a máquina fotográfica fez o que é costume nestas alturas: ficou sem bateria ao fim de 4 fotografias. Foi pena porque esteve uma tarde espectacular, de grande visibilidade...

Parte do passeio que fizémos faz parte de um dos percursos denominado Percurso Vale Tifónico, que se encontra sinalizado no âmbito do Roteiro Ecológico do concelho das Caldas da Rainha, que é um projecto da Câmara Municipal e da Associação Pato.
Num dos placares informativos, que se encontra perto dos depósitos de água de Tornada, encontrámos a explicação do Diapiro das Caldas da Rainha e do Vale Tifónico.

"Caldas da Rainha localiza-se sobre o maior diapiro que aflora na Orla Ocidental Portuguesa. Este formou-se devido à ascenção de material menos denso, que empurrou as camadas superiores, formando uma dobra em anticlinal.
O anticlinal, gerado pela ascenção do diapiro, orienta-se segundo a direcção NNE/SSE com um comprimento de 45km desde Valado de Frades até Olho Marinho e uma largura média de 5km.
Após a erosão do anticlinal formou-se um vale que apresenta um estrangulamento na zona de Sobral da Lagoa e Dagorda, com apenas 2km de largura e separa as Caldas da Foz do Arelho com 7km, onde apresenta a sua largura máxima.
Do ponto de vista geomorfológico a região das Caldas está inserida numvale de origem diapírica, o Vale Tifónico. Esta estrutura, na sua génese, está associada á ascensão de um material salino, menos denso, diapiro, que após ser erudido forma um vale.
Existem duas encostas ao longo do vale, uma a Este, constituída por calcários e arenitos do Jurássico superior e outra a Oeste, que além das sequências referidas a Este tem também aflorantes as sequências de calcários do Jurássico médio.
...
Na envolvente de Tornada pode ser observada a escarpa nascente do Vale Tifónico, (onde nós estivemos) onde estão presentes as Margas da Dagorda, com tons avermelhados e as unidades calcárias..."

sexta-feira, outubro 27, 2006

...na falha

Aproveitando as previsões de bom tempo para o fim de semana, está na hora de recomeçar a fazer planos para domingo de manhã.
Os planos prevêm um percurso com cerca de 10km, ao longo da falha geológica existente nesta zona e aqui visível no sentido Norte/Sul, entre Caldas da Rainha e os depósitos de água de Tornada.