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quarta-feira, agosto 07, 2013

...sem fim



"Dois amantes felizes não têm fim nem morte, nascem e morrem tanta vez enquanto vivem, são eternos como é a natureza."


Pablo Neruda

terça-feira, julho 21, 2009

...de Neruda


Saudade - O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...

Pablo Neruda, in "Crepusculário" Tradução de Rui Lage

quarta-feira, novembro 16, 2005

... de Pablo Neruda


“Morre lentamente...

quem não lê,
quem não viaja,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente...
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor
Ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente...
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos
E os corações aos tropeços.

Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz com
O seu trabalho, ou seu amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto para ir
Atrás de um sonho
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...

Viva Hoje!

Arrisque Hoje!

Faça Hoje!

Não se deixe morrer lentamente!

Não se esqueça de ser Feliz!”

Texto de: Pablo Neruda